O uso e o abuso de drogas, lícitas ou ilícitas, entre estudantes no Brasil representa um grave
problema de saúde pública, pois produz enormes e indesejáveis repercussões sociais, culturais
e econômicas. Nas últimas décadas, a experimentação de drogas tem sido cada vez mais
precoce. Por meio de levantamento bibliográfico sobre o uso de substâncias entorpecentes
lícitas e ilícitas por estudantes brasileiros (universitário e do 9º ano do Ensino Fundamental e
Médio, com faixa etária compreendida entre 13 e 17 anos) bem como de dispositivos
normativos que norteiam o assunto (Lei nº 11.343/06, a Política Nacional sobre Drogas e o
Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas), procurou-se demonstrar as
políticas públicas sobre drogas. Nesse sentido, a população jovem tem merecido especial
atenção, seja pelo recebimento de investimentos científicos ou pelas funções que deverão
exercer à sociedade e ao desenvolvimento do país como um todo. Assim, o enfrentamento às
drogas deve ser realizado paralelamente por meio de atividades preventivas e repressivas,
igualmente importantes para debelar ou ao menos minimizar tão grave problema social. O
trabalho de prevenção abrange tanto as drogas ilícitas quanto as lícitas, devendo ser
desempenhado pelo Estado e por toda a sociedade, considerando que tal responsabilidade deve
ser compartilhada entre todos.