A Síndrome de Evans (SE) é uma patologia rara, de origem desconhecida e difícil diagnóstico.
Caracteriza-se pela associação da anemia hemolítica autoimune e a trombocitopenia imune que
agem na produção de anticorpos que destroem eritrócitos e plaquetas na circulação. A evolução
da doença varia conforme a resposta terapêutica de cada paciente. O objetivo deste estudo é
apresentar o perfil clínico de um paciente com SE, identificando as dificuldades
diagnósticas e terapêuticas além de descrever os Diagnósticos de Enfermagem estabelecidos na
assistência prestada. Trata-se de um estudo de caso. Realizado a partir da análise de um
prontuário de atendimento hospitalar de um paciente com diagnóstico de SE acompanhado
em um Hospital Pediátrico de referência, localizado em Fortaleza-CE. Paciente é
acompanhado periodicamente há 14 anos, passou por 16 internações, diagnosticado com a SE
após 7 anos de investigação. a dificuldade diagnóstica da SE também se confirma nesta
investigação ao identificar o tempo de sete anos entre a admissão e diagnóstico do paciente. A
assertiva de que o retardo no diagnóstico é motivado por sua dificuldade é válido para o caso
ao considerar que nesse interim o sujeito esteve em acompanhamento ambulatorial com
consultas periódicas, passando por internações, e que a instituição é um hospital de referência
pediátrica que dispõe de meios diagnósticos e equipe médica multidisciplinar qualificada.
Conclui-se que a condição clínica do sujeito desse estudo retrata bem as características da
patologia de incidência infantil, múltiplos sintomas, recidivas, manifestações refratárias e
diagnóstico tardio, que revela seu grau de dificuldade. Nesta condição, observou-se demanda
de cuidados de enfermagem, contudo, a ausência de Diagnóstico de Enfermagem colocar
em dúvida a utilização de um cuidado sistematizado.