A partir das recomendações da Organização Mundial de Saúde – OMS, que definiu uma taxa
ideal de cesárias entre 10% e 15% de todos os partos realizados e que propôs o incentivo ao
parto vaginal, tem-se observado um movimento social pela humanização do parto no Brasil,
sob as orientações do Ministério da Saúde. O conceito de atenção humanizada é amplo e
envolve um conjunto de conhecimentos, práticas e atitudes que visam à promoção do parto
natural e a prevenção da morbimortalidade materna e perinatal. O questionamento, base que
suscitou essa pesquisa, refere-se às causas, as dificuldades e a resistência à efetivação do
processo de humanização do parto. Algumas hipóteses podem ser levantadas como o número
reduzido de enfermeiros obstetras; o desconhecimento por parte das mulheres das vantagens
do parto normal humanizado, ou ainda as condições de trabalho e de atendimento oferecidas
pelos hospitais e postos de atendimento. Diante do exposto, o objetivo desta pesquisa é
identificar as ações e intervenções em relação à humanização do parto vaginal, com base em
trabalhos já publicados sobre o tema. Trata-se de uma revisão da literatura, que é um método
que proporciona a síntese do conhecimento e da aplicabilidade de resultados de estudos
significativos na prática. Espera-se que este estudo contribua para a ampliação dos
conhecimentos na área de enfermagem obstétrica humanizada, de modo que permita a
conscientização de profissionais e estudantes com relação ao tema e sirva como reflexão para
o incentivo à adoção do parto humanizado em toda a rede hospitalar.