A violência durante o ato obstétrico figura apropriação do corpo e processo reprodutivo da
mulher por profissionais de saúde, impactando de forma negativa na qualidade de vida da
mulher. A situação também se caracteriza pela retirada da autonomia da mulher e capacidade
de decidir sobre seu corpo, causando dor desnecessária e constrangimento. Desse modo, essa
pesquisa objetivou realizar uma revisão da literatura sobre a violência institucional obstétrica
e a responsabilidade do enfermeiro para prevenir essa violência. A pesquisa foi realizada
mediante revisão integrativa, em ambiente virtual, por meio das bases de dados Scielo e BVS
– MS e MEDLINE, até dezembro de 2018, mediante aplicação de filtro resultante dos
critérios de inclusão e exclusão, especificados em metodologia. A pesquisa analisou um total
de 31 (trinta e um) artigos, concluindo que o enfermeiro figura como o mais indicado para
intervir em ações voltadas à mecanização da obstetrícia, propondo a humanização do
momento.