A prática de adotar é restituir a criança e o adolescente à convivência no meio
familiar, realizada quando os genitores biológicos não têm interesse em cuidar da
criança ou quando essa criança sofre violações de seus direitos, sendo a última
ação realizada somente quando se esgota a viabilidade da restituição na família
biológica. O objetivo desse estudo é compreender o perfil do adotante e do adotado
na adoção tardia. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, na qual
empregaremos a pesquisa bibliográfica, abordando a historicidade da adoção no
mundo e no Brasil. Foram colhidos dados do Cadastro Nacional de Adoção 2018, no
qual atualmente 9.349 crianças e adolescentes estão cadastradas, 4.319 são do
sexo feminino e 5.030 do sexo masculino. Desse número, 2.184 representam
crianças que estão na faixa etária de 6 a 10 anos e 4.599 representam a faixa etária
de 11 a 17 anos. A pesquisa mostrou que os candidatos pretendentes à adoção têm
maior preferência pelos recém-nascidos e crianças menores de dois anos de idade,
assim como também pela cor e o sexo da criança, isso ocorre porque na cultura da
adoção existem ainda muitos mitos, crenças, valores e preconceitos a serem
superados em nossa sociedade.