O entendimento sobre a imagem corporal engloba os sistemas fisiológicos, sociais e
psicológicos, e as mídias sociais têm despertado a necessidade de seguir
determinados padrões corporais. Durante a graduação, os universitários ficam
expostos a comentários e sujeitos a influências das mídias, além de sofrerem uma
autocobrança acerca da própria percepção corporal. Portanto, busca-se com este
estudo sumarizar a influência das redes sociais na autopercepção da imagem corporal
em universitários. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter
exploratório, com abordagem qualitativa, utilizando-se as bases de dados Medical
Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura LatinoAmericana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), National Library of Medicine
(PubMed/NIH) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Foram incluídos artigos
originais com estudantes universitários no período de até 5 anos (2018-2023),
contendo na temática a influência das redes sociais na imagem corporal. Foram
selecionados 25 estudos (internacionais), possuindo o maior público investigado do
sexo feminino, com a faixa etária média de 18 a 25 anos. Os estudos foram
selecionados utilizando as seguintes ferramentas de coleta: questionários
sociodemográficos relativos ao uso das redes sociais, escalas como Questionário de
Forma Corporal (BSQ30), Escala de Estados de Imagem Corporal (BISS),
Comparação da Aparência das Características (PACS-R) e Escalas Visuais
Analógicas (VASs). A influência das redes sociais gerou um impacto negativo sobre a
autopercepção da imagem corporal em universitários, uma vez que o uso insalubre
destas está relacionado com uma preocupação exagerada com a imagem corporal.
Sugere-se, assim, que estratégias sejam pensadas para estimular o uso consciente das redes sociais, limitando a exposição a conteúdos que possam afetar
negativamente a imagem corporal, aprofundando a discussão e a compreensão sobre
os danos mentais, físicos e sociais que os estudantes possam vir a enfrentar.