A Lei Federal nº 11.108/2005 (Lei do Acompanhante) determina que as parturientes têm o direito de
serem acompanhadas por uma pessoa de sua escolha durante o pré-parto, parto e pós-parto
imediato nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Dessa forma, o objetivo deste
trabalho é analisar a percepção dos profissionais da obstetrícia do Hospital Municipal Dr. Amadeu Sá
acerca da efetividade da Lei do Acompanhante. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa,
composta pelas seguintes etapas: uma bibliográfica e uma de campo. O campo de pesquisa foi
Hospital Municipal Dr. Amadeu Sá. Os sujeitos da pesquisa são três enfermeiras e três técnicas de
enfermagem que atuam no setor da obstetrícia. A técnica de produção das informações se deu por
entrevistas semiestruturadas. Dentre a análise feita com os dados obtidos foi percebido que, das seis
participantes, apenas duas não concordam com a lei. Para algumas, a presença do pai no puerpério
causa transtornos, sendo que outro membro da sua rede social poderia ser acompanhante sem
maiores problemas. Ficou claro foi o desconhecimento da Lei por parte da maioria das participantes.
No que se refere à estrutura física do hospital, observou-se que o fato das enfermarias serem
coletivas causa transtornos quando o acompanhante é do sexo masculino.