A Insuficiência Renal Crônica – (IRC) é considerada problema de saúde pública. Os
rins não conseguem manter a normalidade do meio interno do corpo, tornando
necessárias medidas de tratamento como a Hemodiálise (HD). Percebe-se o
sofrimento e anseios destes pacientes na trajetória da doença. Questiona-se,
então, qual perfil epidemiológico predominante nestes pacientes? Acredita-se ser
importante para familiares, enfermeiros e gestores trazendo informações
importantes no conhecimento do tratamento. O presente trabalho traz como
objetivo maior, identificar o perfil epidemiológico de pacientes renais crônicos
submetidos à hemodiálise. Trata-se de uma revisão teórico-integrativa. Foram
utilizados (18 artigos) nas bases de dados: sendo 14 artigos da Literatura Latino
Americana e do Caribe em Ciência da Saúde (LILLACS); e 4 artigos da Base de
Dados da Enfermagem (BDENF). Os artigos pesquisados são de 2013 a 2017,
textos completos em: inglês, português e espanhol; organizados em três temáticas
abordadas: 1 – Perfil socioeconômico e demográfico, 2-Doença de base nos
pacientes com HD e 3- Complicações presentes ao longo do tratamento. Quanto
aos resultados os autores afirmam que a população submetidos a terapia renal
substitutiva (TRS) são um grupo de pessoas com uma doença de base já préexistente (hipertensão e diabetes mellitus), em sua maioria dos sexo masculino,
aposentados com baixa renda, de 1 a 2 salários mínimos, e baixo grau de
escolaridade. Como consequências desse tratamento, identificou-se: as
complicações cardiovasculares ao longo prazo, possibilitando a principal causa de
óbitos, seguidos de distúrbios metabólicos, hiperfosfatemia, eventos isquêmicos,
hipovolemia e quadros de infecção. É importante destacar que a promoção,
prevenção e educação em saúde em serviços primários auxiliaria na diminuição da
incidências da DRC.