O presente artigo aborda a intermediação do Serviço Social nas violações de direitos nos
casos de trabalho infantil. Para tanto, buscou-se compreender a atuação e a importância do
Serviço Social diante dessa expressão da questão social. Apresenta uma reflexão acerca da
contribuição da prática interventiva do assistente social, através de ações na defesa dos
direitos das crianças que estão inseridas no mercado de trabalho prematuramente. As políticas
públicas não atendem à demanda existente, contribuindo para que esse fenômeno continue em
ascensão, trazendo sérias consequências de longo prazo na vida das crianças. Nota-se que o
conjunto de ações que busca coibir e erradicar o trabalho infantil no Brasil, ainda necessita de
grandes investimentos pelo poder estatal. As condições socioeconômicas de suas famílias,
moradias precárias, locais onde residem, também influenciam consideravelmente, dificultando
a erradicação. A pobreza, nas considerações de alguns autores, é um dos principais fatores
para continuidade do trabalho precoce de crianças. Constatou-se que a família é o
sustentáculo dos filhos, principalmente na infância, devendo estar em sintonia com a escola
onde as crianças estudam, entretanto, quando as famílias se encontram em situação de
vulnerabilidade social, o futuro das crianças fica seriamente comprometido. Dessa forma, este
trabalho contribuiu para demonstrar os fatores determinantes para a existência do trabalho
infantil, a importância da ação do Estado e a relevância do trabalho da assistente social diante
dessa problemática, bem como sua atuação para a efetivação de direitos de crianças em
condições de trabalho.