Este trabalho tem como objetivo analisar as condições de acesso à moradia e as
transformações ocorridas por meio da política de habitação no país, buscando
compreender o processo de urbanização e a luta das famílias inseridas na unidade
habitacional Miguel Arraes, que faz parte do Projeto Social de Urbanização Rio
Maranguapinho, localizado em Fortaleza – Ceará. Como metodologia, este trabalho
trata-se de um estudo de natureza qualitativa, em que foi feita uma pesquisa teórica
bibliográfica e documental. Como resultado da pesquisa, aponta-se que o projeto
social contou com a participação do Governo Federal, por intermédio do Ministério
das Cidades, Caixa Econômica Federal e Secretaria das Cidades, constituindo a
realocação das famílias que viviam as margens do rio, para o Residencial Miguel
Arraes. Inicialmente com a entrega da unidade habitacional em 2012, não tinham no
território equipamentos inseridos em outras políticas como saúde, educação, esporte,
lazer e cultura. Somente cinco anos após a entrega, é que foram inseridos os serviços
de saúde e educação para atender essa população. É com esse olhar, viabilizando as
transformações necessárias, que precisamos entender que existem outras
particularidades em torno das unidades habitacionais, sobre as quais é preciso o
Estado intervir, garantindo recursos para que as famílias inseridas em uma nova
realidade, possam seguir suas vidas com direitos garantidos.