No Brasil, a gravidez na adolescência é um problema de saúde pública, favorece o
abandono; contribui para aumento de taxas de morbimortalidade materna; interrompe
o processo educacional; provoca desestabilização emocional e desagregação
familiar, além de ser responsável por um terço dos abortos realizados no mundo. Os
índices elevados da gravidez nessa fase têm preocupado não só o setor de saúde,
mas também as áreas que atuam no trabalho com adolescentes e familiares. O
objetivo do estudo foi conhecer a percepção de adolescentes grávidas acerca da
importância do enfermeiro como educador. Estudo de revisão integrativa da literatura.
Os dados foram coletados constituídos a partir da consulta ao banco de dados da
Medline, Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific
Electronic Library Online (SCIELO), incluindo os artigos publicados no período de
2006 a 2018. A consulta à base de dados foi realizada de março a maio de 2018.
Análises evidenciam que as principais causas da gravidez na adolescência são: o
início precoce da atividade sexual, a falta de informações, o desejo de afirmar-se, as
condições familiares, culturais e sociais. Conclui-se que os estudos recomendam a
necessidade de orientações direcionadas para a população jovem acerca da saúde
sexual e reprodutiva, planejamento familiar, a organização de serviços de saúde de
qualidade, profissionais qualificados, principalmente de enfermagem, reconhecendo
que o atendimento ministrado pelo enfermeiro é de grande valia.